quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

"O BEM-ESTAR"  
ASSOCIAÇÃO DE SOLIDARIEDADE SOCIAL DE GONDAR

“O Bem-Estar” é uma IPSS, com sede em Gondar, fundada a 10 de Abril de 2000, com os seguintes objectivos:
O BEM-ESTAR (GONDAR - AMARANTE)

- Prestar apoio psico-social à comunidade envolvente;
- Apoiar, acolher e garantir a satisfação das diversas necessidades da população idosa;
- Promover um desenvolvimento infantil adequado e ajustado a cada faixa etária;
- Promover a qualidade de vida dos utentes;
- Promover um serviço cada vez mais qualificado e certificado nas respostas sociais que desenvolve.
Em Agosto de 2012, inaugurou as atuais instalações, um moderno edifício construído de raiz e equipado de forma a prestar um serviço da melhor qualidade aos seus utentes.
“O Bem-Estar” possui, entre outras, as seguintes valências/serviços: Lar de idosos, Centro de dia, SAD (serviço de apoio domiciliário), Creche, CRAT (Centro de recursos de ajudas técnicas), Cantina…


Fonte:http://www.abem-estar.net/

domingo, 31 de janeiro de 2016

GONDAR ESTÁ A ENVELHECER


De acordo com os dados disponibilizados pelo INE-Instituto Nacional de Estatística (Censos 2011), a freguesia de Gondar é habitada por 1.686 pessoas, das quais, 16,6% têm mais de 65 anos e apenas 16,3% são crianças ou adolescentes.

População de Gondar por grupos etários (2001-2011)

Comparando, por grupos etários, os dados do Censos 2011 com os do Censos 2001 (ver gráfico), podemos concluir o seguinte:
- os indicadores demográficos de 2011 acentuam duas tendências demográficas recentes em Portugal: o abrandamento do crescimento demográfico e o envelhecimento populacional;
- a percentagem de crianças e adolescentes (0-14 anos) continua a diminuir, sendo de apenas 16,3% face aos 20% de 2001, o que denota uma baixa taxa de natalidade;
- o número de adultos e idosos aumenta, com um peso muito grande no conjunto da população, refletindo o aumento de esperança de vida a que se vem assistindo nos últimos anos.
Temos, por isso, em Gondar um fenómeno que é comum ao resto do país e característico dos países desenvolvidos: baixas taxas de natalidade e aumento da esperança média de vida, o que se traduz numa população, cada vez, mais envelhecida.

Fonte: INE

Miguel Moreira

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

POPULAÇÃO DE GONDAR 
EVOLUÇÃO DEMOGRÁFICA (1864 – 2011)

A população de Gondar atingiu o seu pico em 1981 (1.893 habitantes), tendo, desde então, vindo a diminuir até aos nossos dias. Em 2011, Gondar tinha 1.686 habitantes.

Evolução Demográfica - Gondar (Amarante)
Se analisarmos o gráfico mais em pormenor, podemos concluir o seguinte:

1   1- Em termos globais, a população aumenta até 1981 e diminui desde essa data e até aos nossos dias;
2   2- No pós-2ª guerra mundial (décadas de 40 e 50) verifica-se um crescimento mais acentuado, movimento que é natural nos períodos que sucedem a guerras ou outro tipo de crises;
3   3- Após esse crescimento, verifica-se novamente um recuo na década de 60, explicado pelo surto migratório então verificado;
4   4- Na década de 70, como resultado das melhorias nas condições de vida trazidas com a revolução de Abril, a população residente volta a aumentar;
5   5- Desde os anos 80, a população de Gondar não para de diminuir, embora com uma descida menos acentuada na última década.


Fonte: INE


Miguel Moreira (texto e gráficos)

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

CAPELA DE SANTO AMARO DE OVELHINHA

As referências conhecidas à capela de Santo Amaro, em Ovelhinha, remontam ao início do séc. XVIII, mas é bem possível que a sua construção seja anterior. Na sua obra “Memórias Ressuscitadas…”, Craesbeeck, no ano de 1726, diz, referindo-se à Igreja matriz, que esta tem “huma capella filial de Santo Amaro, em o lugar de Ourelinha” e nas “Memórias Paroquiais” de 1758, António Coelho Pedroza faz referência à Capela de Santo Amaro, administrada pelo comendador Conde do Redondo (note-se que Gondar era Comenda da Ordem de Cristo). Não existe, por isso, a menor dúvida sobre a importância desta Capela onde, pela sua localização no centro da paróquia, era celebrada missa dominical e outros sacramentos.

Capela de santo Amaro (Ovelhinha - Gondar)

As “Memórias Paroquiais” (1758) sublinham também a realização, neste local, de uma feira franca anual “de javalis mansos e coisas comestíveis”, no dia de santo Amaro, a 15 de Janeiro.
Altar de Santo Amaro (Ovelhinha - Gondar)
A capela, simples e austera, denota os parcos recursos da paróquia aquando da sua construção, não possuindo elementos de valor artístico que mereçam ser destacados.
O altar, de feição neoclássica, tudo indica não ter sido construído de raiz para esta capela, pois o seu formato e dimensão não se coadunam com a parede à qual está adossado. No centro possui um nicho envidraçado, que alberga a imagem do santo, ladeado por duas colunas coríntias estriadas e encimado por um remate ondulado, no qual se insere uma pomba, símbolo do Espírito Santo.
Quanto à imagem de Santo Amaro, trata-se de uma escultura em madeira policromada, do século XVIII, assente sobre uma base marmoreada de formato hexagonal. Segura com a mão esquerda uma cruz, apresenta cabelo castanho com corte em tonsura e longas barbas da mesma cor e veste hábito negro sobreposto por manto com capuz, segundo as regras da Ordem de S. Bento à qual pertenceu.
Concluindo, pode dizer-se que a capela de Santo Amaro interessa mais pelo seu significado histórico-patrimonial do que pelo seu valor artístico.



Miguel Moreira

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

GONDAR FESTEJA SANTO AMARO

Hoje, 15 de Janeiro, é dia de Santo Amaro.
Cumprindo uma secular tradição, os gondarenses e, em particular, a população de Ovelhinha festeja no próximo fim-de-semana, dias 16 e 17 de Janeiro, Santo Amaro. Com missa e procissão em honra do santo e muita animação, os festejos decorrem na capela que lhe é dedicada no lugar de Ovelhinha e no amplo terreiro que ladeia o pequeno templo.
Longe vão os tempos em que o largo se apinhava de gente que fazia desta festa, que se realizava no "domingo gordo", uma espécie de Carnaval antecipado. Misturando o sagrado com o profano, os romeiros divertiam-se com jogos carnavalescos em que os "poses" e os jogos de água entre rapazes e raparigas eram o prato forte. Claro que não faltava a pipa do vinho, esquiçado no dia e vendido à caneca, os rosquilhos, as cavacas e o afamado biscoito da Teixeira.
Quanto à música, utilizava-se a prata da casa: uma concertina e dois cantadores faziam a festa e animavam o baile.
Outros tempos, outras gentes, outras tradições... mas a festa continua e isso é bom.
Viva Santo Amaro!
Capela de Santo Amaro (Ovelhinha - Gondar)

Altar de Santo Amaro (Ovelhinha - Gondar)

Uma notícia do Jornal Flor do Tâmega n.º 2088 (ano 41) sobre a festa de Santo Amaro anuncia o seguinte: "Festa de santo Amaro - no próximo Domingo, 16 do corrente. Realiza-se no lugar da Ovelhinha, da freguesia de Gondar, a festividade ao milagreiro Santo Amaro que constará de missa cantada às 10 horas, sermão, procissão e arraial e missa cantada. A procissão é oferta do Sr Albano Moreira, do lugar de Vila Seca.". Fica aqui este registo como elemento para a história do culto a Santo Amaro.
Registo, ainda, que o sr Albano Moreira, que ofereceu a procissão, era meu avô paterno. 
Miguel Moreira

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

O NOME DE GONDAR EM TERRAS DE FRANÇA


É com agradável surpresa que, depois de ter percorrido o encantador vale do Loire e visitado alguns dos seus admiráveis castelos (Chambord, Chenonceau, Blois, Amboise, Villandry…), ao atravessar a ponte que, sobre o Loire, liga Azay-le-Rideau a Langeais nos deparamos com o nome de Gondar estampado na sinalética local.




Na verdade, desde Agosto de 1999, a cidade francesa de Langeais mantém um protocolo de geminação com Gondar, com o objetivo de fomentar o intercâmbio desportivo, cultural e escolar entre as duas localidades. A justificar a geminação pesou, naturalmente, o número significativo de emigrantes gondarenses na região, mas, sobretudo, o empenho de Danièle Leite-Simonin, filha de um emigrante de Gondar que terá chegado a Langeais em 1930, e do então presidente da JFG, António Bastos Teixeira.


Langeais - França

Langeais é uma pequena, mas encantadora, localidade na margem direita do rio Loire que, aqui, é particularmente belo. Para além da sua ponte suspensa, do séc. XIX, e da Igreja de S. João Batista, é sobretudo o Castelo, Monumento Nacional desde 1922, que atrai a atenção dos visitantes. Construído por ordem de Luís XI, entre 1465 e 1469, sobre as ruínas de uma antiga fortaleza, o Castelo foi palco de um dos acontecimentos mais marcantes da História de França: o casamento real entre Carlos VIII e Ana da Bretanha, em 1491, que assinala o fim da independência do ducado da Bretanha.
Com alguma regularidade, delegações de Langeais e Gondar visitam-se reciprocamente.

Miguel Moreira


quinta-feira, 12 de novembro de 2015

CASTELO (CARVALHO DE REI)

a magia de uma aldeia

Subir ao Castelo, libertar-se e deixar-se guiar pelos sentidos até ao horizonte do olhar, é uma sensação indescritível que todos os amarantinos deveriam experimentar. Deambulando por entre os rochedos do seu cume temos a sensação de pisar solo sagrado, de estarmos mais próximos do céu que da terra.


Castelo - Carvalho de Rei

Pela sua implantação destacada na paisagem, o local permite-nos um amplo domínio visual, atingindo uma área que vai dos cumes do Marão e do Alvão às longínquas terras do Vale-do-Sousa.



Gondar - Amarante

Localizado sensivelmente a meia encosta na serra da Aboboreira, o lugar do Castelo está associado às diversas fases da ocupação humana em território amarantino: bem perto, na Aboboreira, abundam exemplos do megalitismo; da época castreja há vestígios do importante e estratégico “castro” edificado pelos Celtas e, mais tarde, romanizado; ao seu redor desenvolveu-se um importante povoado que, com a edificação de uma ermida, se transformou num importante local de culto.
Nossa Senhora do Castelo teve, ao longo da sua história, uma importante romaria que congregava a população de muitos locais próximos e longínquos, conforme atestam as Memórias Paroquiais de 1758. O seu culto está associado a uma lenda que refere o aparecimento de Nossa Senhora numa pequena queda de água existente no local. 



Capela de Nossa Senhora do Castelo

A capela foi recentemente remodelada, restando da antiga estrutura apenas o campanário e a pia baptismal que serve agora de base a um fontanário. A bica do mesmo parece tratar-se de uma estela funerária, atribuível ao período romano e terá, segundo informação local, uma inscrição na parte de trás. Também do período romano, encontra-se no Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso, uma ara consagrada a Júpiter Óptimo Máximo, encontrada no local. Esta sacralidade pagã parece ter sobrevivido ao Cristianismo, mantendo-se viva nas procissões ou clamores que todos os anos se realizam no primeiro domingo de Julho. 
Por último, o Castelo fica próximo de Chãos de Infesta onde se crê existirem três necrópoles distanciadas entre si no tempo por alguns milénios. É provável que haja alguma relação entre estes dois sítios, que só seria possível averiguar através de uma investigação mais intensiva que incluísse também algumas campanhas de escavações arqueológicas.



Miguel Moreira