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segunda-feira, 25 de maio de 2020

Ovelhinha - Gondar

OVELHINHA

a magia de uma aldeia

O topónimo Ovelhinha deriva de Ourelinha, diminutivo de ourela que significa estreita faixa de terreno na orla de um rio. É isso que Ovelhinha é: uma idílica aldeia a beijar o rio Fornelo.

Lugar de Ovelhinha - Gondar
Mas Ovelhinha não é apenas o casario e o rio com as suas  pequenas pontes e velhos moinhos. Ovelhinha é também história. História da crueldade dos soldados de Napoleão que velhos pardieiros ainda testemunham. História de um passado senhorial que um solar e sua capela evidenciam. História do trigo de cantos que todos adoramos e teve aqui as suas origens.
Ovelhinha tem, ainda, a Senhora do Carmo com seu belíssimo retábulo em talha dourada; e Santo Amaro com sua festa de sabor carnavalesco, onde o sagrado e o profano convivem pacificamente. E tem uma escola, mas não uma qualquer escola. Tem uma escola linda, centenária, do tipo Adães Bermudes, de boa memória para muitos de nós.
Ovelhinha é, por tudo isto, uma aldeia repeleta de encantos e de histórias que vale a pena desvendar. Percorrê-la vagarosamente, descobrir os seus recantos, sentir os seus cheiros, observar o estilo de vida calmo e tranquilo dos seus habitantes é algo que nos enleva os sentidos e nos acalenta a alma.
Não desperdice o convite e venha desfrutar esta dádiva da natureza.

Miguel Moreira

terça-feira, 5 de maio de 2020

Corujeiras - Gondar


LUGAR DAS CORUJEIRAS


“Pequena povoação em lugar penhascoso” ou “aldeia situada num lugar escarpado, próprio das corujas”, é assim que os dicionários definem Corujeira.
Topónimo de origem geomorfológica, o nome Corujeiras deriva das semelhanças que existem entre a morfologia do terreno do lugar e as características dos locais onde as corujas costumam viver e nidificar: sítios altos e escarpados.
Lugar de Corujeiras - Gondar
Corujeira também significa lugar pobre e de poucos recursos, precisamente porque se situa entre duas escarpas. E, é isso que acontece com o lugar de Corujeiras, em Gondar. Porque de fracos recursos agrícolas, a sua população teve de se dedicar a outras atividades, designadamente à olaria. Em 1830, em Corujeiras trabalhavam 17 oleiros, do total de 77 na freguesia. E em 1945, apesar do declínio da arte, a olaria ainda era uma das principais profissões do lugar ocupando seis chefes de família, a saber: António Ribeiro Peixoto, José Ribeiro, José Ribeiro Félix, Manuel Bernardes Nunes, Manuel Pereira Andreso e Salvador Ribeiro Moutas.
Um dos lugares mais antigos da freguesia, Corujeiras mantém, nos dias de hoje, a mesma configuração que sempre teve: uma rua única, estreita e sinuosa, com as casas alinhadas de um e outro lado do caminho. É esta a sua singularidade.

Miguel Moreira

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

O “SALTO”

Rio Ovelha no Salto (Gondar - Amarante)

O lugar do “Salto” sempre foi conhecido pelos seus moinhos. Todavia, não é da indústria da moagem que hoje vou falar, mas do porquê do nome “SALTO”. Gosto da toponímia, de perceber a origem do nome das localidades, e, há dias, ao tirar esta fotografia num dos trechos mais bonitos do rio Ovelha, não me foi difícil concluir: apesar do caudal do rio ser significativo, mesmo no verão, ele aqui atravessa-se apenas com um salto. Toda a água do rio passa por uma estreita frecha entre dois blocos de granito e…, salta que já estás na outra margem.

Miguel Moreira

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

OVELHINHA

O ROMANTISMO DE UMA ALDEIA

Aldeia de Ovelhinha - Gondar

Panorâmica de Ovelhinha - Gondar

Casa do Ribeiro (Ovelhinha - Gondar)

Trecho do Rio Carneiro (Ovelhinha - Gondar)

Moinho (Ovelhinha - Gondar)
Classificada como “Aldeia de Portugal”, Ovelhinha possui todos os ingredientes capazes de surpreender qualquer visitante.
Esta pitoresca aldeia, nas margens do rio Fornelo que aqui nos patenteia recantos de rara beleza, conserva um património natural e arquitetónico admirável. Carregado de história e de estórias, este lugar, onde predomina o granito e o verde, convida o visitante a calcorrear as suas ruas e vielas e a demorar-se na observação da rusticidade e tipicismo das suas construções, na elegância das casas senhoriais, na beleza das suas capelas, no bucolismo do seu rio com as suas pontes, nos açudes e moinhos de outrora.
Ovelhinha é, por tudo isso, um desafio aos sentidos, um apelo à contemplação, um hino à natureza e ao homem que, aqui, tão harmoniosamente com ela convive.

Nota: voltaremos a este lugar para falar, entre outras coisas, do “pão de Ovelhinha”, das capelas da S.ª do Carmo e de S.to Amaro, da crueldade das tropas napoleónicas que incendiaram o lugar, da “Casa senhorial do Ribeiro”.

Miguel Moreira

sábado, 15 de agosto de 2015

LARIM
sala de visitas de Gondar

Na confluência dos rios Ovelha e Carneiro e das vias rodoviárias que ligam Amarante à Régua e a Vila-Real, Larim foi, sem dúvida, a localidade de Gondar que, nas últimas décadas, mais se desenvolveu.

Panorâmica de Larim - Gondar

O seu parque industrial, cafés, restaurantes, tabernas e uma área de lazer com praia fluvial, piscina, parque infantil, e um grande espaço polivalente, fazem de Larim o local, por excelência, para encontros de família e de grupos oriundos do concelho ou de regiões mais distantes. Nos meses de verão, com a chegada de emigrantes, o bulício aumenta e os espaços tornam-se exíguos para acolher os forasteiros.

Ponte de Larim - Gondar

Este lugar, antes designado de Vau, porque a travessia do rio se fazia “a vau” (sítio pouco profundo de um rio, por onde se pode passar a pé) começou a crescer sobretudo após a construção da sua ponte, em 1630. Mais tarde, em 1867, o tabuleiro é alargado e a via transformada em “Estrada Real”, ligando as cidades do Porto e Vila-Real. Ainda mais recentemente, para possibilitar o cruzamento de veículos, o tabuleiro é objecto de novo alargamento e obras de consolidação.

Larim - Gondar

Nos últimos anos, Larim transformou-se num aglomerado urbano de considerável dimensão, com modernas moradias, infra-estruturas e razoáveis acessibilidades. Todavia, um crescimento urbano desmesurado pode criar um certo caos urbanístico e descaracterizar a região. Os autarcas estarão atentos, assim o esperamos.

Larim - Gondar

Nota: Desconhecemos a origem do topónimo “Larim”. Os dicionários apontam-nos três significados: antiga moeda da Índia Portuguesa; árvore espinhosa dos países orientais; habitante de Lara, cidade persa. É difícil concluir!

Miguel Moreira