Nascido em Gondar, em 28 de Novembro de 1938, faleceu hoje, 8 de Dezembro de 2022, Manuel do Carmo da Mota e Costa.
Homem distinto e muito querido dos amarantinos, vai ser sobretudo recordado como
exímio tocador de acordeão, com merecido reconhecimento no país e no
estrangeiro.
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Manuel do Carmo Mota e Costa |
Aos catorze anos
vai estudar para a cidade do Porto onde conhece grandes mestres da música e,
com professores qualificados, aprende as melhores técnicas do acordeão.
No Instituto
Industrial do Porto, onde era aluno, conhece outros bons músicos e, em 1957,
começa a tocar no Conjunto Académico do Porto. A sua primeira grande experiência
como acordeonista.
Regressado a
Amarante, foi trabalhar para as Indústrias Tabopan e, por vontade do seu
administrador José Gonçalves de Abreu, fundou a "Festada do Tâmega". Com um
reportório dedicado à música tradicional portuguesa, sobretudo da região norte de Portugal, o grupo somava êxitos e era convidado para atuar em vários
eventos do norte ao sul do país. O conjunto manteve-se cerca de onze anos e, desfeito, Mota
e Costa passou a dedicar-se ao ensino do acordeão e a tocar em diversos grupos
de baile, dedicando-se sobretudo a temas clássicos como tangos e valsas. Funda o conjunto "Mota e Costa".
Para a história
de Amarante fica a realização, entre 1979 e 1993, do "Festival de Música do
Tâmega", por iniciativa e direcção de Mota e Costa. Com a particularidade de se
realizar numa pequena ilhota do Tâmega, foi um dos melhores festivais do seu
género no país, atraindo grandes nomes da canção.
Nos últimos anos
da sua vida, dedicou-se ao ensino do acordeão e foi membro de vários júris em
concursos musicais nacionais e internacionais.
No dia da sua
morte, aqui fica a minha singela homenagem a um amigo.
Miguel Moreira
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Mota e Costa com amarantinos da sua geração |
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Tuna de Gondar sob a direcção de Mota e Costa |